Uma pedalada diferente

O ato de pedalar deve ser o mesmo, certo? O que, então, torna uma pedalada diferente da outra? A aventura, meus amigos! Tá, não foi somente por isso. Mas já explico. Trabalho a alguns minutos da minha casa, mas NUNCA tinha ido de bicicleta. Sempre na dependência de ônibus, carona, etc – não dirijo, apesar de ter um carro em casa! Ontem, conversando com um amigo da Redação que mora próximo  a minha casa, decidimos que iríamos trabalhar de bike nesta sexta.

Ok, cada um na sua, certo? “Não”, ele disse. “Vamos na minha bicicleta dupla!”. Beleza, topei o desafio. Marcamos um horário, mas ele se atrasou. Quando estava quase desistindo, meu colega me liga e diz que em pouco tempo estaria em casa. Saimos um pouco atrasado, claro. Mas chegamos a tempo. No início, fiquei trêmulo. Nunca havia andado nunca bicicleta dessas! Mas logo fui me acostumando. Apesar da falta de equilíbrio inicial.

O percurso – totalmente inédito para mim, diga-se de passagem -foi feito em menos de 20 minutos. Ao longo do caminho, curiosos nos olhavam, parecia que estávamos numa nave especial. Claro que nem liguei para isso, mas confesso que foi uma experiência e tanto. Como havíamos combinado retornamos juntos. Desta vez, porém, chegamos bem mais cedo. Combinamos mais pedaladas nesse estilo. Já para a próxima semana.

A trilha sonora? Infelizmente, por respeito ao meu amigo, não liguei o iPod. Por isso, escrevo ao som enérgico de Kasabian (Empire). Mas se tivesse que escolher uma canção (ou um ritmo) para tocar durante a pedalada, certamente seria algo mais calmo. Lizt ou Beethoven, talvez.

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Encarando o calor

Esse calor que tem feito em Brasília está me deixando louco. Não consigo pedalar! Mas, depois de alguns dias afastado, resolvi encarar esse clima. Aproveitei que hoje estava de folga, peguei minha bike, meu iPod (claro!) e saí pela cidade no fim da tarde. Thurston Moore abriu essa peregrinação com a distorcida Trees outside the academy. Depois, ele ainda me acompanhou com sua banda (Sonic Youth) em Thunder clap. Antes, porém, veio a nova banda do ex-Smiths Jhonny Marr, The Cribs. Hari Kari na aventura sobre o concreto. David Bazan (olha ele aí!), compareceu em seguida com Lost my space. O incansável Jack Write também me guiou nesse trajeto. Rocking horse é daquelas músicas que animam qualquer metido a atleta – eu, no caso.

Ludov (essa,  a Bruna vai gostar!) deixou o clima ameno com Mecanismo. Parada para um suco de beterraba. Os canandenses Junior Boys (estou amando o som deles) me mostraram que Sneak a picture poderá aparecer nas próximas listas em breve. E eles encerraram a mini-pedalada (30 minutos) com Bits & pieces - Ambas as  duas canções estão no último disco deles, Begone dull care. Ainda deu tempo para Neil Young (Words) e Eagles of Death Metal (Solid gold e Don’t speak). Bom, não?

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Canções para pedalar Parte 2

Como não tenho escrito muita coisa nos últimos dias – computador no conserto e, consequentemente, iPod descarregado -, pedalei esta semana sem meu companheiro inseparável. Uma lástima! Por isso, aí vão mais cinco canções essenciais numa pedalada. E que me fizeram falta nesses dias…

- Depeche Mode – I feel you (no começo da pedalada)

- Beatles – Yesterday  (para ouvir diversas vezes)

- The Black Keys – Strange Times (coisa boa!)

- Wilco – A shot in the arm (para pedalar sorrindo)

- The Cult – Rise (pesada, uma das minhas preferidas!).

E a sua lista? Conte-me!

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Sad songs for a happy day

Bem, como expliquei no post inicial, estou atualizando meu iPod aos poucos. Portanto, aqueles álbuns que já tenho gravados (por enquanto) não serão adicionados na minha playlist do tocador. E como estou pesquisando sobre coisas novas (pelo menos para mim), decidi privilegiar esses trabalho neste momento incial Ou seja, tenho me dado bem. Estou descobrindo muita coisa interessante – e partilhando com vocês!. Esses dias, a surpresa foi o Young Galaxy. Ontem foi o Noah and the Whale. Hoje, a bolada vez é o Twilight Sad.

Ao pegar a bike, liguei o iPod. A primeira surpresa. Um ruído estranho começou a se formar quando apertei o play. Uma guitarra meio psicodélica em meio a um lindo piano. Em seguida, uma voz que me fez dar aquela pausa antes de sair pedalando. Sensação boa, para quem, como eu, não teve um dia tão maravilhoso assim. A música era uma mistura de Depeche Mode com Bauhaus. Mas, esqueça o saudosismo. É coisa deste século, apenas com eco oitentista. Entende? A música é uma das coisas mais maravilhosas que passou pelo meu ouvido nesses últimos dias. 

Ah, e como foi a pedalada? Como deveria ser: leve, gostosa, com gosto de alegria – apesar de At the burnside (pensaram que eu ia esquecer de colocar o nome?) ser, digamos assim, de outra linhagem. Pedalei quase uma hora. E lembro que tocou City and Colours, Beatles, Young Galaxy. Adivinha como acabou a pedalada?! Acertou quem pensou em The Twilight Sad. Desta vez, porém, foi com a também soturna ( e linda!) Reflection of a television.

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Sobre carros, subidas e atletas

Sai do quadrado. E encarei o destino menos percorrido nos últimos meses. Decidi encarar carros, subida, helicópteros (sim, eles estão sobrevoando Brasília nesta manhã de quarta-feira!). O interessante é que Velvet, do Big Pink, parecia feita para este momento inicial. A música tem uma batida tão boa, que minhas pernas não sentiram o peso de subir alguns (poucos) metros e (muito) esforço. Sabe quem apareceu na segunda posição da lista? Young Galaxy, com Smoke and mirror show. O legal é que fico parecendo um louco, cantando e pedalando – enquanto carros e  atletas cruzam o meu caminho. Peter Doherty compareceu com New love grows on trees. A brasileira Ludov (escalada para o Porão do Rock deste ano) esquentou a pedalada em ritmo de Reprise.  

Depois, hora de se refrescar. Pausa rápida, em frente à piscina próxima ao ginásio. Foi aí que entrou em ação James Mercer e companheiros de The Shins (A call to apathy). Totalmente hidratado – pelo menos espiritualmente -, cortei caminho e peguei uma estrada de terra. Hora de Neil Young entrar em ação: Words (between the lines of age). A ótima canção, presente no clássico álbum Harvest, foi minha parceira até o caminho de casa. Back to home. Finalizando como comecei: The Big Pink.

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Músicas essenciais numa pedalada

Música, para mim, é alimento. Pedal, idem. Juntos, os dois podem transmitir sensações que até o mais insensível dos humanos pode dar o braço a torcer. Então, como não pedalei nesse feriado, seguem algumas canções que não podem faltar quando estou sobre a bicicleta. Depois, ponho mais nomes essenciais na (minha) pedalada. 

Depeche Mode – Hole to feed (para iniciar..)

MGMT – Weekend wars (no meio da pedalada)

Guns ‘n’ Roses – Don’t cry (chegando em casa saudosista…)

dEUS – The architect (para lembrar que o fim de semana vem aí)

Band of  Horses – Ode to irc (segunda música da pedalada)

 

P.S.: Ao som de Eternal woman, dEUS

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Roteiro de mim mesmo

Meu percurso é, digamos, um pouco diferente. Em vez de escalar montanhas, rampas ou passear por ciclovias – pelo menos deveria der assim nas cidades decentes-, desvio de carros, pessoas e animais em um quadrado que pega duas quadras abaixo de onde moro. Pelo menos lá, as pessoas respeitam os ciclistas. Às vezes mudo meu roteiro, faço um trajeto maior e bem mais interessante. Mas não é o que tem acontecido nos últimos dias. Existem aqueles mais “conhecidos”, que sempre acenam ou dizem algo. Mas a mudança é constante, nem sempre se repetem as caras e bocas dessa parte da Asa Norte. Também gostaria de arriscar ir para outros destinos. Pedaladas longas. Para isso, entretanto, é preciso ter uma companhia. Não consigo encarar carros e pessoas que não respeitam o ciclista. Dia desses, um turista mal instruído quase matou um colega no eixão norte. Detalhe: domingo, aqui, é fechado somente para pedestres e ciclistas. 

P.S.: Escrito ao som de Leus feuilles mortes, de Iggy Pop.

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