Para que servem os rótulos? Sim, porque temos a mania de rotular as coisas e nem mesmo sabendo o real motivo para isso. Adolescente apaixonado por rock que era, sempre me via fazendo essa pergunta – não da mesma maneira, mas era isso que dizia nas entrelinhas. Andava com um pessoal chegado a metal, grunge e punk. Ouvíamos sempre esses estilos musicais e tal. Música pop? Nem pensar. Jazz, clássico, bossa nova? Idem.
Está bem, é muito para um jovem recém-saído da fralda falar sobre erudição (pelo menos no início dos anos 1990 era). Então, neste primeiro momento, vou me concentrar somente no rock. Meu grupo de amigos era muito ligado a rock pesado. Pesado mesmo. O “problema” era que, em casa, meu irmão gostava de umas coisas pops bem legais. Erasure, Depeche Mode, The Smiths, New Order… Identifiquei-me bastante com o som, mas nem pensar em assumir isso na frente dos amigos roqueiros. Deixei essa linhagem de lado. Mas não por muito tempo, já que o Depeche Mode – nessa década – lançou álbuns maravilhosos. Com aquele clima deprê de que tanto gosto. Resultado: me conquistou sem fazer muito esforço.
Anos depois, já trabalhando numa loja de CDs, descobri a música erudita e o jazz. Nas conversas com clientes ficava sabendo das histórias dos compositores. Esses verdadeiros gênios da música. Estava encantado com Bach, Liszt, Beethoven, entre tantos outros. Com o boom do indie rock no começo deste século, me aprofundei mais nesse estilo. Deixei de escanteio metal, grunge e Cia – menos o DM. Também descobri que a música eletrônica tinha algo de que gostava. Não me refiro a trance nem nada. Só para dar um exemplo, vou citar o Daft Punk – que é realmente muito bom.
De uns anos pra cá, voltei a escutar metal com frequencia. Às vezes até com um desejo de adolescente. Mas também ouço a mesma música pop de outrora. E cabe Bach no meio disso tudo? Claro que sim! E indie rock, bossa nova, samba, jazz, eletrônico… Agora cheguei onde queria. Quem frequenta esse blog desde o início (ok, fiquei quase um ano sem postar nada…) sabe que se trata de uma página destinada a textos sobre música e pedalada. E que o tocador de mp3 é um iPod. Como essa ferramenta possui a opção “aleatório”, acho mais enriquecedor para ouvir música enquanto pedalo.
Pois bem, o resultado é que essa função resume um pouco minha relação com a música. No modo aleatório, é possível ouvir Depeche Mode, seguido de Megadeth, das sonatas de Bach, Chet Baker, New Order, Arcade Fire, Strokes, Nei Lopes, Muse, Alice In Chains, R.E.M., Pet Shop Boys, Black Sabbath. Resumindo: ouço música. Não importa o rótulo. Aliás, esqueça isso. Rotular hoje em dia é tão antiquado.
P.S.: Meu sobrinho tem o mesmo gosto musical do tio aqui. Só que com 16 anos! Se influenciei? Não sei. Apenas acho que o desviei de um caminho perigoso para os iniciantes na música hoje em dia…

Sou como vc, ecletica e acho que a musica poderia estar presente em todos os momentos de nossa vida. Um tipo pra cada momento… só n ão gosto de musica pobre, pobre de estilo, de criatividade, de originalidade… Mas pra pedalar, prefiro um bom e velho (ou novo) rock´n´roll… Ja pedalou ouvindo Bad Religion? Alucinante, e ate meio suicida, rsrs
Olá, obrigado pela visita!